Os instrutores definiram as aulas dessa semana como boas, pois os participantes começam a caminhar com as próprias pernas, a alguns ainda ajudam os instrutores a passar o ensimento para os mais novos, o que vai de encontro com um dos lemas do Movimento Enraizados: Compartilhar Conhecimento.
Ana Julia e Beatriz evoluem tecnicamente de maneira semelhante, porém Beatriz se mostra mais segura que Ana Julia, na medida que consigo passar à ela essa confiança, as duas se nivelam, rendimento satisfatório. Gustavo, brincalhão e disperso, porém obediente e sagáz, perde um pouco o foco durante a aula com suas brincadeiras, mas quando necessário um ótimo aluno. Jonas Henrique, um bom aluno, dosa as brincadeiras e o estudo das suas atividades, ainda realiza os exercícios com um pouco de cautela, pode (e deve!) se soltar mais, independente disso, teve uma boa evolução. Leonardo Aguiar, na minha opinião, o mais seguro e o mais preparado, como todos os outros ainda tem muito o que aprender, mas sempre é o primeiro a ter iniciativa junto a montagem do equipamento, pega rápido todo conteúdo que é apresentado, aluno promissor.
Lucas de Aquino, tecnicamente um bom aluno, pela sua experiencia com a musica eletrônica mostra pouca dificuldade nas aulas, mas no que diz respeito a parte teórica e montagem do equipamento deixa um pouco a desejar, e junto com Ana Julia, Beatriz e Gabriel (quando esse esta presente) são os pivôs de metade da bagunça durante a aula. Marcele, um pouco destacada dos “grupos”, mas nessa ultima aula interagiu mais, e se mostrou mais segura executando os exercícios, parece estar se reencontrando dentro do grupo. Marquinhos, brincalhão demais, nessa ultima aula o coloquei como exemplo da falta de atenção, após eu falar com a turma e pedir que executassem o exercício, passado a vez de pelo menos 3 alunos, me questionou sobre o que era necessário ser feito, quando mencionei que deveria fazer a mixagem após o refrão, me questionou novemnet perguntando o que era o refrão. Ficou claro para todos o quanto a falta de atenção poderia prejudicá-los, e após essa situação todos fizeram o exercício sem dúvida alguma, inclusive ele que pediu para realizá-lo novamente, um bom aluno, mas ainda precisa de alguns ajustes. Wagner Teodoro, apesar de ainda ser um pouco fechado e caladão, no momento em que está tocando se transforma em outra pessoa, mostra grande afinidade com o funk atual e suas vertentes mais antigas, está cada vez melhor.
Na aula de break, como de costume o instrutor Luck começou com alongamento e como apenas o Gabriel compareceu, ele procurou centralizar ao máximo todo que eu estava passando para ele, o instrutor tentou fazer com que ele melhorasse a postura em todos os movimentos, procurou fazer um trabalho bem tecnico com ele, que é um garoto bem disposto e embora tenha muita dificuldades é bem esforçado e já está evoluindo. O instrutor relata que depois que o levou para o telecentro para acessar a internet para estudar um pouco sobre os BBoys pioneiros como Ken Swift, Crazy Legs e outros e mostrei para ele as origens dos passos dos BBoys através de video e textos, então o instrutor pediu para ele lesse um texto com os nomes dos movimentos, seus significados e criadores, e ele depois de ler até perguntou uns que ele não tinha entendido, foi quando o instrutor além de explicar, mostrou um video do passo e outro video da dança Charliston, que originou o passo, depois passou o texto para através do Facebook e pediu para sempre que desse, ele estudasse.
Na parte da tarde o instrutor deu início a aula com poucos alunos, apenas uns 06, só depois chegaram os outros, mas também não foram muitos, cerca de uns 05 a mais, e a aula foi bem, com um pouco de conversa no início para colocar na cabeça deles a importância de levar a aula a sério, não que eles não levem, mas responsabilidade nunca é demais, então o instrutor falou dos treinamentos, da disciplina de treinamento, e dos atrasos, se referindo aos novos participantes que entraram, depois pediu que cada um treinasse aquilo que mais estavam precisando em sua dança e colocou umas 04 músicas, depois trocaram os movimentos e o que um estava fazendo o outro passou a fazer e vir-se versa, e assim foi fluindo, treinaram livres também com aquilo que eles queriam, e então o Luck deu algumas dicas sobre treinamentos, depois fizeram uma divisão e rolou um confronto entre eles, o instrutor pediu que fizessem o que eles treinaram também além dos seus movimentos e controlassem seus psicológicos, tudo rolou bem, teve vários erros que eles próprios relataram, depois o instrutor os levou para ver na internet a batalha que aconteceu fim de semana passado, com o convidado do mês, mas isso foi desejo dos próprios participantes.
Léo da XIII, instrutor de rap, definiu a aula dessa semana como boa, pois conseguiram gravar as vozes que faltavam e ele acredita que na segunda feira a musica já vai estar disponível, depois foram lá pra fora da uma olhada nas letras que eu pedi pra eles trazerem de casa algumas muita boa e outra sem noção nenhuma , tive que perde mais um tempo pra corrigir a estrutura da letra, tempo que agente poderia aproveitar ensaiando deixar eles mesmo criar as letras ainda é cazo a pensar, temos dois meses pra fechar um cd deles então to pegando em cima o tempo todo, por final eu dei uma lapidada em cada letra e na próxima semana vamos fazer ensaio.
Nextwo, instrutor de graffiti definiu a aula como “bem produtiva”, pois bateu um papo no início da aula sobre personas e segundo o mesmo foi muito bom, pois o participante Zeus perguntou como faria o olho, o outro queria fazer cabelos, então o instrutor passou primeiro o planejado, para criar o corpo dos bonecos e movimentos, que foi bem tranquilo de fazer para alguns.
Como fazem? Primeiro riscam uma bola com uma linha no meio e uma diagonal para riscar as bases do rosto e assim vão criando.
Para o Babu, o instrutor passou algo mais avançado, ele fez um rosto de uma foto de uma revista que trouxe, no inicio o instrutor ajudou e logo depois ele pegou todo o esquema, os degrades de pintura, luz e sombra, segundo o instrutor ficou da hora o desenho dele, já o Pelé preferiu fazer letra, sendo assim o instrutor explicou umas aulas passadas que ele havia faltado. O Kevin é bem aplicado, faz uns boniquinhos que o instrutor curte demais.
Militância e Cultura de Direitos
Presença semanal:
Ana Júlia C. Corrêa, Beatriz Dias, Gustavo T. Mattos, Jonas Henrique S. Pinto, Leonardo de Aguiar Ribeiro, Lucas de Aquino L. Frois, Marcelle M. Soares, Marcos Vinícius F. Nunes e Vagner T. P. da Silva, Gabriel dos Santos Carvalho, Kamau Araujo, Emerson dos S. Campos, Vanessa Santos, Breno Barbosa de Oliveira, Gustavo Augusto Silva Santos, Márcio Luiz, Eliane F. Fernandes, Brendo Duttenmuller, Matheus Soares, Breno de Freitas Rodrigues e Matheus P. Araujo, Caio de Souza, Carlos Eduardo de Jesus, Igor Lima, Iolanda Araujo, Marcos Paulo Lima, Roberta Soares, Roberta Camilla e Bruno Oliveira – Gustavo Mattos e Ana Júlia como ouvintes – Ariane chegou depois por conta do mais educação, mas como já havíamos combinado, ela vem na sexta para repor a oficina de militância, Glaubre Matheus, Jean Caio, Welington S.Aprígio, Yuri Medeiros, Eduardo S. Soares e Kevin Claiton C. de Souza, Tainá Galdino, Henrique Lins, Carlos Nei, Gabrielle Louza, Breno Gonçalves, Marcelo Felipe S. Filho, Gabriel Daniel de Aruda, Jaciel Nascimento, Gabriel C. Amorim, Jean Caio, Juan Lucas Zander e Wesley S. Duarte – Sua primeira oficina
Foi exibido o documentário “Marcas da humanidade”, pois na semana passada uma turma não assistiu por conta do feriado de 1º de maio. As reações quanto ao vídeo foi como nas outras turmas que ficava enojada em alguns momentos e em outros achava engraçadíssimo. Quis mostrar para eles a quantidade de coisas que consumimos e depois que não queremos mais, não nos importamos com o que vai acontecer com ele, como não fosse nossa responsabilidade.
Lisa Castro, instrutora de militância, fez a dinâmica que está no plano de aula, convivência social e respeito às diferenças, e ficou muito feliz, pois deu super certo, cada um deles tem algo em comum fora a oficina que fazem.
A dinâmica é assim: Eles escrevem no papel como se fosse um questionário, o nome, idade, gosto para comida e música, preferências para o lazer etc, a partir daí identificam algo em comum entre eles, é neste ponto que a instrutora se firma para fazer com que eles tenham um entrosamento.
No final perguntei por que eles acham que fiz aquela dinâmica? O Glauber disse que ele sabia bem o motivo, ele sempre foi de zuar e cometer “buling”, mas isso fez com que até mesmo seus amigos se afastassem dele, foi ai que ele percebeu que o estava perdendo, também disse que o fato é que nós que zoamos, nunca pensamos nos outros que estão recebendo a zoação, mas se essa pessoa for realmente sua amiga e você se importa com ela, com certeza vai mudar de atitude.






